Pensamentos
18-04-00 – Estamos entregando tudo. O nosso governo na sua sede de privatizar, diz que o Estado não pode ser dono de empresas, pois precisa do dinheiro para educação, segurança e saúde. Após anos de privatizações, em que através do BNDES, financiou as estatais da Espanha e outros países, para comprarem as nossas estatais; depois de saneadas com dinheiro obtido no mercado internacional a juros acima do mercado (taxa de risco a que estão submetidos os países como o nosso), não temos notícia de que algum centavo obtido pelas vendas tenha proporcionado algum beneficio para o povo. Ao contrário, pretende-se aumentar algumas alíquotas, num jogo de manipulação chamado de ajuste fiscal¨ ou ¨reforma ¨. Esses novos ¨encargos¨como a CPMF são destinados a tapar furos do governo, ocasionados pelo próprio governo e não pelo povo. A previdência dita ¨quebrada ¨encontra-se nessa situação por questões puramente originadas nos e pelos governantes; ou o governo não contribuiu com sua parte, ou desviou os recursos para outras finalidades ou ainda demagogicamente concedeu benefícios ‘classes que nunca haviam contribuído, sem contar os FEFs, que tiram dinheiro do orçamento para fins discutíveis¨. Temos também uma outra mágica nas manipulações das privatizações. Vejamos: Amigos ou grupo de amigos compram a preços simbólicos os títulos públicos (esses papeis são chamados de ¨moeda podre ¨, pois de sã consciência, ninguém os recebe como dinheiro), com vencimentos para 5, 10 ou mais anos, originários de dívidas contraídas pelo governo, para as mais diversas finalidades, inclusive para a reforma agrária (quando alguns amigos conseguem vender imóveis desinteressantes por preços interessantes). De posse desses títulos (moeda-podre) adquiridos por 20 ou 30% de seu valor de rosto, vão para os leilões de privatização e pagam ágios elevados para obterem uma estatal saneada que imediatamente irá lhes proporcionar lucros, antes de qualquer investimento maior. No próximo balanço a nossa imprensa atenta,viril, fiscalizadora e moderna¨não poupará elogios à capacidade da empresa privada. A desonestidade, ineficiência e falta de recursos do governo é também largamente exaltada. E então, vamos vender mais uma estatal. O Banco do Brasil, a Caixa Econômica , o BNB e por aí vamos, pois, só assim a Brasil irá pra frente ... \O reeleito está mandando o Brasil em frente...
19.04.00 – Os governos sempre encontram u´a maneira de arrecadar dos contribuintes uma nova taxa, um novo encargo e atribuem a culpa dessa nova taxa ou desse novo encargo ao próprio contribuinte... Para salvar o motorista de si mesmo, diminuir a violência no trânsito institui novos mecanismos: azulzinhos, pardais, caetanos, etc ,. Mas, na verdade o que ele pretende é aumentar sua arrecadação, uma vez que os projetos orçamentários para o próximo ano, estimam o dobro de investimentos, com verbas oriundas desta arrecadação (multas). Se o objetivo: humanizar o transito, diminuir ou acabar com a violência, for alcançado a firma que foi criada para esse fim terá de acabar, extinguir-se-á, e não terá como previsto recursos para custear os novos investimentos.
in) COERENCIAS ...
A Igreja (católica) é acusada ou responsabilizada de perda de fiéis. Seus seguidores , afirmam, estão se afastando dela por que ela está cada vez mais se secularizando Seus padres estariam mais interessados nas coisas da sociedade ,(materiais, bem entendido), do que nas do espírito. Por isto o afastamento cada vez maior. - Tal afirmação me faz pensar que o discurso da Igreja não só não está sendo ouvido, como também rejeitado pelos poucos que ainda o escutam. No entanto, esses mesmos detratores acusam-na de impedir que o povo use a camisinha para se proteger da AIDS. Porque o povo, afinal, atenderia essa recomendação, da Igreja, se ignora outras mais importantes, a ponto de afastar-se de seus cultos? O normal seria que o povo desse tanta importância a essa ¨ordem¨, quanto à de não utilizar outros métodos anticoncepcionais. A Igreja, sabe-se, luta para conseguir de seus seguidores obediência. Seria admirável, que justamente , nesta recomendação é que conseguisse, a ponto de colocar em risco a Saúde Pública. Fica evidente que aquele que não obedece, não é um católico e, portanto, está fora do alcance da Igreja e, o que obedece, como católico, não porá em risco a saúde de ninguém, pois estará, como recomenda a Igreja adotando um comportamento ético e sem vícios.
25.07.00 -e o Lalau
Estamos agora atrás do Lalau. O juiz ladrão . Diz o Ministro da Justiça, que o homem tem muita sorte, por isso ainda não foi capturado. Diz o Presidente, que não admite mais vê-lo solto: Prendam-no. Subentende-se nesses casos, custe o que custar , por isso é quase certo que será apanhado, depois de gastos alguns milhões de reais ou dólares, em diligências, armadilhas, tocaias, etc. tal. Sabemos disso. Quanto se fala em custe o que custar, de duas coisas estamos certos. Uma: não vai custar barato. Duas: O objetivo será alcançado, pois é um jeito de explicar a gastança. Eu acrescentaria mais uma certeza a essas duas: a de que pouco tempo depois ele será solto por um habeas-corpus, desaparecerá no ar, e então será cassado o hábeas. E sairemos novamente atrás dele, desta vez sem muita intenção de pegá-lo, pois essa nova caçada não será (custe o que custar) pra valer, pois o país não pode parar para procurar o Lalau. É assim que funciona, sempre foi. Vejamos os casos dos corruptos do INSS, dos Cacciolas, e tantos e tantos outros. Basta puxar pela memória. E não vai ser o Lalau que vai quebrar esta escrita.
Dia 16/10/00
Diariamente vemos nos meios de comunicação, a exploração da imagem das pessoas com sentido puramente sensacionalista. Sempre (ou quase) fixando imagens de pessoas no auge do sentimento ou da emoção, com objetivo, acredito , de ¨ engrossar¨ a matéria em foco, sem se preocupar com a imagem da pessoa e, penso, que sem a autorização ou consentimento da ¨vitima¨. As pessoas, caso consultadas, penso, não concordariam, pelo menos sem ganharem um “cachê. Quem gratuitamente deixaria que sua imagem totalmente alterada pela emoção da perda de seus bens ou de pessoas de seus afetos fosse exibida apenas para que o repórter ou a emissora de TV em nome da noticia, ou do bem informar, obtenha alguns pontinhos a mais na contagem do IBOPE?
Penso que deva ser criada legislação, caso não exista ainda, para regulamentar esses procedimentos e, caso já existam normas, que as pessoas que não tenham manifestado explicitamente sua autorização, possam buscar indenização por via judicial. Não seria uma boa ?
Dia 18.02.01. Li hoje artigo de Décio Freitas (historiador) com o título “Abolição da alma”, onde comenta as mudanças havidas nas justificativas para a necessidade de limitação de filhos, no passar dos séculos 19, 20 e inicio deste 21. Alegava-se quando da teoria de Malthus, que a limitação da prole impunha-se porque a produção de alimentos não acompanharia o crescimento da população, depois os neomalthusianos, após a II Guerra, afirmavam que a limitação deveria atingir apenas os países subdesenvolvidos e que hoje se defende esta tese por motivos culturais: As crianças estão fora da moda! Discorre com grande propriedade o brilhante historiador sobre o fato de a cultura moderna entender que crianças não ajudam em nada, apenas atrapalham, desde a felicidade dos casais jovens, a carreira da mulher emancipada que teria coisa mais agradável para se distrair do que cuidar de filhos, que o que antes era egoísmo (não ter filhos) hoje é egoísmo terem filhos. Lembrei que um dos meus irmãos há alguns anos me disse que ter filhos era o pior investimento, pois era um investimento a fundo perdido, que alem de não propiciar qualquer retorno quase sempre necessitava, com certa regularidade, de reforço de capital. Ontem, numa relação de “máximas” que recebi pela internet (de uma filha), constatei que além de tudo isto ainda tem um agravante. Diz a máxima “trate bem o seu filho, ele é quem escolherá o seu asilo”. Mas voltando a seriedade do artigo citado, constata-se que os paises de 1º mundo ou desenvolvidos estão todos com o índice de fertilidade em baixa acentuada nos últimos 50 anos, menos os EUA por causa dos hispânicos e imigrantes, já que entre os anglo-saxões a queda é a mais acentuada de todos eles, causando nesses países necessidade de grandes imigrações e envelhecimento da população. Mas o surpreende, e por que não dizer assustador, para nós velhos, é a afirmação do presidente do Conselho de Relações Internacionais do EUA ; que a grande ameaça ao seu país e ao mundo neste século que inicia não são as bombas nucleares ou biológicas e químicas, terrorismos, supervirus devastadores, mudanças climáticas devastadoras ou conflitos financeiros , econômicos ou políticos mas os idosos. Entendemos que é assustador porque sabemos o que os norte-americanos costumam fazer aos seus inimigos até nem tanto perigosos, como estamos parecendo no momento. Se as políticas ditadas até agora que o perigo não estava bem definido, já era de evitar que o velho se aposentasse, fazendo morrer antes, e caso escapasse como muitos de nós o fizemos, deixa-lo a mingua defasando a cada ano o seu salário/aposentadoria, para que não pudesse comprar seja o medicamento necessário a uma sobrevida maior, seja o alimento necessário para sua alimentação diária já havia também tentativas isoladas de evitar o mal da aposentaria de maneira precoce, tornando o individuo de 45/50 anos inaceitável para qualquer emprego ou atividade remunerada. Agora que o inimigo está identificado, somos a bola de vez! E esses “caras” não costumam perder nenhuma tacada.
Poderes/Temores
19/02/01 – Poder e temor estão indubitavelmente associados em nossos conceitos humanos. Quando mais temores sentimos mais poderes necessitamos. Quanto mais poder, mais temor de perde-lo. Uma nação aumenta seus temores à medida que se torna mais poderosa. As pessoas assumem o poder e passam a ser temerosas, precisam de guardas-costa etc. O João-ninguém nada teme, já se for conduzido a um cargo importante esse mesmo cidadão passa a temer pela sua integridade , etc. Então, quanto mais poder mais temor o que nos leva a deduzir que o poder é fruto do medo ou que o medo é decorrência do poder. Qual o poderio bélico de uma nação subdesenvolvida da África ? O Que ela tem a temer? Qual o poderio dos EUA e o que tem a temer ? Só não tem medo quem não tem nenhum poder e a recíproca é verdadeira só tem medo quem detem poder/poderes. Qual o governo por mais poderoso que seja que não teme o povo, que não possuiu nenhum poder. O mais democrático governo é cheio de medos. Essa conversa toda é para entendermos que só possui efetivamente o poder ,no nosso sentido humano, que é de possuirmos poderes para afastarmos os temores. Já no plano divino a palavra passa a ter um sentido totalmente diverso. Deus detem todo o poder . Nada teme. E por nada temer é que pode permitir a liberdade total. A concessão da liberdade toda a todos é a grande prova do infinito poder de Deus. No mundo humano ninguém concede a todos a total liberdade, ela é sempre condicionada a regras, a espaços, enfim é sempre limitada. Em qualquer país dito livre, democrático ou que seja não existe a liberdade total, Você estará sempre limitado por uma lei, uma regra, uma policia, um agente ou o que seja. Para com Deus, não, tens a liberdade total, podes inclusive nega-lo, e negando-o desobedece-lo parcial ou totalmente e permanecer livre . Aí reside o verdadeiro poder. O poder de podendo intervir e fazer com que sua vontade seja cumprida, não o faz deixando-nos totalmente livres para fazer a nossa vontade contrariando-o, inclusive. Somente quem detém todo o poder, pode fazer isso. Somente o Todo-poderoso.
20.02.01 – A descoberta, ou melhor, a leitura do genoma humano, parece nos confirmar, que somos todos criados pelo mesmo Deus e que somos indiscutivelmente irmãos. À medida que a ciência avança vai achando/descobrindo tudo aquilo que já nos havia revelado o Senhor; mas teimamos em dizer que foi descoberta tal ou tal coisa como se desde o começo já não soubéssemos que seria assim, apenas nós ainda não compreendíamos . Temos o habito de duvidar ou considerar inexistente tudo o quanto não entendemos ou compreendemos. Nossa mente recusa-se a admitir algo maior que ela, quando não está iluminada pela fé, e a fé é desprezada pela ciência que só admite a existência daquilo que a nossa mente compreende ou entende. Ou seja, a inteligência somente aceita o que ela entende, mas não entende a si própria .Numa passagem do Evangelho, Jesus de depois de explicar algumas verdades ao povo simples, mas que requeriam fé para aceita-las (entende-las), disse depois de ser compreendido: “Agradeço, meu Pai, por teres mostrado aos humildes essas coisas, e as teres escondido dos sábios” O que pode ser entendido como: fácil de perceber pelos humildes, pelos que acreditam, tem fé; e escondido (deixado para que achem/descubram) dos sábios, aqueles que só acreditam depois que sua inteligência lhes esclarecer. Normalmente quanto maior a nossa inteligência e o nosso conhecimento, menor nós consideramos o nosso Deus, pois o nosso orgulho/egoísmo, ou seja, o que for torna mais difícil aceitar alguém maior que nós.
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